Marketing de Causa: Quem lacra não lucra? Ou o erro está em como se lacra?
- Édson Britembach

- 8 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 22 de dez. de 2025
Durante anos, grandes marcas esqueceram que publicidade é, acima de tudo, aspiração, não doutrinação.
O “vírus woke”, uma agenda inicialmente movida por boas intenções - como representar a diversidade, humanizar narrativas e quebrar padrões excludentes - foi sequestrado por discursos panfletários. E, ao invés de conexão, gerou resistência.
Marcas que confundiram posicionamento com militância substituíram beleza por bandeira, excelência por inclusão forçada, ambição por culpa.
O resultado?
☑️ A American Eagle viu suas ações caírem mais de 60% entre 2021 e 2023 após investir em campanhas centradas em “diversidade corporal” sem conexão com desejo ou identidade da marca.
☑️ A Bud Light perdeu US$ 1,4 bilhão em valor de mercado após uma ação mal calibrada com Dylan Mulvaney.
☑️ A Disney demitiu 7.000 funcionários e viu seus lucros despencarem após insistir em pautas forçadas em filmes e séries.
☑️ A Target perdeu mais de US$ 15 bilhões ao lançar linhas infantis com mensagens ideológicas, gerando reações negativas do próprio consumidor.
✳️ Enquanto isso, Hermès, Rolex e Ferrari seguiram crescendo em silêncio. Mantiveram firme sua essência. Não porque rejeitam causas sociais, mas porque entendem seu papel: inspirar.
Aspiração vende. Moralismo, não.
✳️ Esse desejo interno por status, beleza, poder, liberdade é o que move a humanidade desde a invenção da roda.
✳️ Foi isso que fez Alexandre, o Grande, conquistar territórios.
E Colombo atravessar oceanos.
✳️ E Elon Musk colocar foguetes em órbita e falar em Marte.
Marcas que ignoram essa verdade antropológica perdem conexão. Querer "educar” o consumidor nunca deve ser a missão. O que o cliente quer é inspiração.
No fim, é simples:
✳️ As motivações humanas seguem regidas por pulsões básicas, sociais e estéticas.
✳️ Ações reais ainda criam mais conexão do que discurso.
✳️ E marcas que mantêm sua identidade firme resistem melhor a qualquer onda.
Uma marca não precisa agradar todo mundo.
Quem tenta agradar todo mundo acaba sendo irrelevante para todos.
Existe uma diferença enorme entre:
☑️ defender uma causa que só gera engajamento momentâneo
☑️ defender uma causa que reforça o posicionamento e a identidade no longo prazo.
As empresas não precisam de menos diversidade. Precisam de mais estratégia.
Líderes de marketing não devem decidir campanhas pensando em curtidas. Devem decidir pensando em:
☑️ quem querem atrair
☑️ quem aceitam perder ☑️ o que estão dispostos a perder
☑️ se essa escolha sustenta valor daqui a 5 anos
A lição que fica é clara:
O problema não é a polêmica.
O problema é quando a causa que se defende não constrói valor.





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